Não é à toa que as indústrias da música e do cinema vivem uma luta constante contra o compartilhamento online de faixas e filmes. Até conseguem tirar sites do ar, mas isso, como diz aquele ditado, é tapar o sol com a peneira.
No caso de comunidades relativas a candidatos, será mais fácil tirar o Orkut do ar. Opa, melhor não dar idéia. A história da internet brasileira já está manchada com o caso Cicarelli versus YouTube: em janeiro do ano passado, o portal do vídeo chegou a ser bloqueado no país por causa de um único vídeo em que a apresentadora Daniella Cicarelli aparecia em cenas íntimas em uma praia espanhola. Como se isso adiantasse, considerando que o vídeo já tinha se espalhado de forma epidêmica.
Com a campanha eleitoral, os holofotes serão voltados para portais como Orkut e YouTube, por serem os mais populares, mas há inúmeros outros serviços de comunidades online. De novo, basta conhecer a lógica da rede, e será fácil burlar essas restrições, criando comunidades em outros portais. Agora, se cada internauta quiser abrir seu voto na web, e ainda se agrupar em fóruns de discussão sobre o assunto, a Justiça não terá fôlego para lutar contra a rede. Até porque já se sabe o desfecho.